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14/Fevereiro/2020

Alunos da Etec de Araras fazem canudo com coroa do abacaxi

Após observar o descarte de parte da fruta em feiras e mercados, estudantes concluíram que se tratava de uma boa matéria-prima


Alunos da Etec de Araras fazem canudo com coroa do abacaxi

Pasta de celulose usada pelos alunos da Etec foi obtida pelo cozimento do resíduo vegetal, moldada e impermeabilizada com parafina de soja


Quatro estudantes tinham como meta criar um substituto para o plástico e trabalhar com algo que, normalmente, é jogado no lixo. Desse desafio surgiu um canudo biodegradável feito a partir da coroa do abacaxi. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi desenvolvido na Escola Técnica Estadual (Etec) Prefeito Alberto Feres, de Araras, na Região de Campinas.

De acordo com a orientadora do projeto, Ana Maria do Nascimento Pires, a cidade tem muitas feiras de rua e mercados especializados em hortifrutigranjeiros. ''Raramente o cliente compra o abacaxi e leva a coroa'', afirma. A observação desse hábito fez com que os jovens elegessem essa parte da fruta como matéria-prima para o trabalho.

Definido o principal insumo do projeto, os estudantes tiveram de enfrentar alguns desafios. Um deles foi retirar a celulose da coroa do abacaxi sem causar impactos ambientais. Dessa extração, normalmente, resulta um material alcalino que não pode ser descartado sem tratamento prévio. ''Basicamente, fizemos o cozimento contínuo da coroa do abacaxi por cerca de uma hora com hidróxido de sódio'', conta Ana Ligia Squisato, uma das autoras do projeto. ''Para neutralizar o resíduo, usamos ácido sulfúrico e descartamos corretamente no laboratório.''

Obtida a celulose, faltava moldar e impermeabilizar o material. ''É comum as pessoas recorrerem à parafina para tornar o canudo impermeável, mas isso ia contra a ideia de um produto sustentável'', diz Ana Lígia. Os alunos encontraram, então, uma parafina vegetal, feita de soja, usada por surfistas em suas pranchas.

Perspectivas

De acordo com a orientadora do projeto, os jovens conseguiram chegar a um canudo que não desmancha, não ''cola'' na boca e nem perde o diâmetro ao ser usado. Ana Maria vê um mercado promissor para produtos como o que foi desenvolvido na Etec. ''A indústria do papel está em alta porque há muita gente tentando encontrar substitutos para o plástico'', avalia. ''Aqui, nós moldamos o canudo com as mãos, mas, industrialmente, seria algo muito simples.''

Ana Lígia, que pretende fazer o curso superior de Química, já pensa em realizar um trabalho de iniciação científica a partir do projeto desenvolvido na Etec de Araras. Além dela, trabalharam na pesquisa Beatriz Juvetta, Lucas de Freitas e Lívia Zoré. O produto criado pelo grupo conquistou o segundo lugar na categoria Química da Feira Tecnológica Regional das Etecs e Fatecs (Fetec), realizada em novembro de 2019.

Centro Paula Souza – http://www.cps.sp.gov.br


Fonte: Centro Paula Souza




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