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08/Agosto/2019

Afinal, é preciso dar uma pausa no skincare para a pele descansar?

Dermatologista Dr. Jardis Volpe explica se é realmente necessário parar o uso de cosméticos e maquiagens por um tempo para que o tecido cutâneo possa se recuperar


Afinal, é preciso dar uma pausa no skincare para a pele descansar?

A onda do detox vem ganhando cada vez mais adeptos, seja para tratar o cabelo, emagrecer ou eliminar as toxinas do organismo. Agora, o hábito passa a ser feito na pele, com diversas pessoas parando de utilizar cosméticos e maquiagens sob a justificativa de que a pele precisa de um tempo para respirar e se recuperar. Mas, afinal, esse hábito é mesmo necessário? De acordo com o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, não. “Os cuidados diários com a pele são tão importantes quanto o hábito de escovar os dentes. Por isso, devem ser realizados de forma constante e diária para manter a pele saudável e bonita”, explica.

É claro que existem exceções, como quando ocorre uma reação alérgica na pele devido ao uso de algum cosmético. Nesse caso, segundo o especialista, o recomendado é mesmo que você pare o uso de qualquer cosmético e consulte um dermatologista assim que possível, já que ele poderá avaliar o que causou a irritação e indicar uma nova rotina de cuidados com a pele.

Porém, no geral, você deve seguir todos os dias a rotina de cuidados com a pele recomendada por seu dermatologista. O que pode e deve ser feito é alternar os cosméticos que você utiliza de acordo com a estação do ano e seu tipo de pele, como trocar ácidos fotossensibilizantes por não sensibilizantes para que a pele não fique muito sensível nas estações mais quentes. “A rotina de cuidados com a pele pode ser mudada, por exemplo, durante o inverno, quando o clima está mais seco e frio. Nesse caso, podemos adotar o uso de cosméticos mais pesados com ativos de alto poder hidratante, já que a pele tende a sofrer com ressecamento nessa época”, recomenda o médico.

Além disso, é importante realizar a alternância dos produtos que você utiliza em sua rotina de cuidados com a pele, pois, após algum tempo, é comum que os cosméticos de tratamento, principalmente os cremes anti-idade, parem de fazer o efeito desejado. “Isso ocorre por que um produto anti-idade tem três estágios de funcionamento: a fase inicial de adaptação da pele, que pode durar algumas semanas; a etapa de efeito terapêutico, que pode durar semanas ou meses; e, por fim, a fase de tolerância, quando o ativo pode parar de trazer benefícios com uso contínuo”, afirma o especialista. Às vezes o problema não é nem mesmo o produto e sim o ativo com que ele é formulado. Nesse caso, pode ser realizada a troca do ativo ou então o aumento de sua concentração no cosmético. “Alguns ativos realmente não devem ser utilizados por longos períodos, como é o caso do DMAE, ingrediente que foi sensação nos anos 2000 por combater a flacidez. Estudos mostram que seu uso crônico, após em média três meses, pode causar o efeito contrário e deixar a pele flácida.”

Por isso, é importante visitar regulamente o dermatologista, já que apenas ele conhece os benefícios e efeitos colaterais dos produtos que serão utilizados por você em sua rotina diária de cuidados com a pele. “A grande maioria dos estudos com ativos antissinais é feita por um curto período de tempo e o resultado final é avaliado em algumas semanas. Então, o que conta nesse caso é a prática clínica do dermatologista para notar se houve o processo de tolerância da pele em relação a determinado ativo”, destaca o dermatologista.

É claro que essa regra não se aplica a todos os cosméticos. Os protetores solares, por exemplo, não têm essa tolerância – até porque sua função não é penetrar na pele e sim formar uma barreira. Ou seja, seu uso diário por longos períodos de tempo não fará com que seu efeito seja reduzido. O retinol também se encaixa nesse tipo de cosmético, visto que o ingrediente produz colágeno e melhora rugas mesmo após seis meses de uso, sem perda da eficácia. “Porém, em caso de dúvida, o ideal mesmo é consultar o dermatologista, de preferência a cada quatro meses. Ele poderá avaliar quais cosméticos ainda funcionam ou não e, com base nisso, mudar os ativos, aumentar a concentração ou trocar radicalmente o protocolo skincare”, finaliza o Dr. Jardis Volpe

Fonte: Dr. Jardis Volpe, dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. http://www.clinicavolpe.com.br


Fonte: Holding Comunicações




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